Edifício Sede do Grupo CGD



A CGD teve o seu primeiro edifício-sede no Calhariz, em 1887. Desde então, a expansão da Instituição, na área de Lisboa, em matéria de serviços de apoio central, levou à necessidade de ocupação de cerca de 29 edifícios e às dificuldades de comunicação inerentes a essa dispersão. É então que surge a necessidade de concentração desses serviços centrais num único edifício.

Após a autorização pela resolução do Conselho de Ministros n.º 185/81, de 13 de agosto, iniciou-se a procura de um terreno bem localizado na malha urbana de Lisboa, com fáceis acessos, bons serviços de transportes e com uma área que permitisse um volume de construção suficiente para a nova Sede da CGD.

A escolha recai, então, num terreno, entre o Campo Pequeno e a Praça de Londres, onde até finais dos anos cinquenta tinha funcionado a Companhia das Fábricas de Cerâmica Lusitana e que apresentava todas as características necessárias.

Em 1985, foi lançado um concurso ao qual concorreram 54 Gabinetes de Projetos, tendo, numa primeira fase, sido selecionados dez, cujas respetivas maquetas se encontram hoje expostas na Agência Central Sede.

O projeto selecionado, de autoria do Arquiteto Arsénio Cordeiro, foi então iniciado, tendo sofrido, em finais de 1989, diversas alterações, em virtude da política de modernização e regionalização e consequente racionalização de efetivos.

As alterações urbanísticas e arquitetónicas traduziram-se numa redução da área construída em 14.500 m2 (7,25%), que permitiu um acréscimo de zonas verdes e a criação de um novo arruamento ligando as Avenidas João XXI e Marconi, proporcionando uma maior fluidez do tráfego local.

Preocupações de caráter sociocultural foram tidas em consideração, nomeadamente ao disponibilizar novos espaços públicos e ao criar uma zona cultural em parte do Edifício.

A primeira empreitada - de movimentação e contenção de terras - iniciou-se em outubro de 1987, e a ocupação do complexo começou a partir de meados de 1993.

Áreas do Edifício-Sede
O edifício proporciona atualmente as melhores condições de ambiente e de segurança, e inclui cinco áreas principais:

  • Administração e Direções Centrais.
  • Áreas de Atividades Sócio-Culturais.
  • Culturgest, espaço cultural que integra dois auditórios para congressos, seminários, conferências, concertos, teatro e bailado e duas galerias de exposições, salas periféricas de reuniões, sala de imprensa e outras estruturas de apoio.
  • Serviços Sociais onde funcionam um posto clínico, com diversas especialidades, serviços de enfermagem e tratamentos especiais, além de uma área destinada a atividades desportivas.
  • Agência Central-Sede onde pode encontrar serviços personalizados de informações, tesouraria e zona de self-service.
  • Empresas do Grupo CGD e Caixa Geral de Aposentações.

Existem ainda as zonas de restaurantes e respetiva cozinha, tipografia, reprografia, arquivos, armazéns, parqueamentos para cerca de 1150 viaturas, oficinas de manutenção e instalações técnicas.

Obras de Arte
O edifício apresenta diversas obras de arte nas zonas abertas ao público, nomeadamente as portarias, assinalando-se tapeçarias, de Júlio Pomar e Júlio Resende, painéis de azulejo de Graça Morais e Sá Nogueira, abóbada em mosaico vítreo, de Eduardo Nery, motivos escultóricos de Lagoa Henriques, Ascânio Monteiro, Clara Menéres e Fernando Conduto, bem como pintura de António Charrua.

 

Edifício Sede da CGD

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