Pagamento de serviços

Os quatro cuidados essenciais
a ter com o débito direto

O Banco e Eu

O pagamento de serviços por débito direto é uma opção cómoda e poderá até ter algum potencial de poupança. 23-07-2019

O débito direto é, sem dúvida alguma, um recurso cómodo e seguro para o pagamento de contas mensais, como água, luz, gás ou telecomunicações.

Além de não ter de se deslocar aos balcões dos serviços e perder tempo em filas de espera, esta é também uma forma de não andar sempre preocupado com os prazos de pagamento das faturas. Quem nunca teve de pagar um valor adicional por ter pago uma fatura fora do prazo (ou mesmo custos com eventuais reativações de serviços)?

Algumas entidades oferecem, inclusivamente, descontos se aderir ao débito direto, permitindo-lhe poupar algum dinheiro ao final do mês. De forma geral, o serviço é francamente prático mas, como "não há bela sem senão", há procedimentos a não descurar, pois rapidamente pode perder o controlo das suas finanças pessoais. E quais são esses procedimentos?

Débito direto: cuidados essenciais para uma boa gestão das suas finanças

O débito direto, também conhecido como débito em conta, permite aos fornecedores de serviços debitarem diretamente da sua conta bancária os valores em dívida. Convém, contudo, saber, que só o podem fazer mediante uma autorização sua.
Para um uso adequado deste meio de pagamento pode optar por impor restrições às autorizações de débito. Por exemplo, um montante máximo por pagamento ou mesmo um limite temporal.

Além disso, e no caso de ocorrer um débito não autorizado, é importante que saiba que tem prazos específicos para reclamar junto do seu banco. Neste caso, e se não houver registo de uma autorização sua, a entidade bancária é obrigada a restituir-lhe a quantia indevidamente cobrada.
Queremos com isto alertar para certos cuidados a ter na gestão dos débitos diretos e que não deve negligenciar. Apontamos alguns deles.

1. Consulte com regularidade as autorizações de débito direto e os movimentos na sua conta
O serviço de débito direto é contratado com a empresa prestadora de serviços e não com o seu banco, é sempre aconselhável que consulte com regularidade a sua conta bancária. Isto porque não são raros os casos em que pessoas terceiras dão o seu IBAN para pagamento de despesas que não as suas. Uma fuga ou roubo de dados pessoais pode dar azo a este tipo de situações.
Por essa razão, monitorize com regularidade não só a sua conta bancária, mas também as autorizações de débito direto que estão ativas. Este simples gesto pode poupá-lo de ter de lidar com situações desagradáveis.

2. Não se esqueça de anular autorizações antigas
Ainda no seguimento do ponto anterior, também não são raros os casos em que há o cancelamento de um débito direto junto de um fornecedor de serviços, mas não junto do banco. Não se esqueça que pode inativar essas autorizações antigas através do serviço de homebanking, numa caixa Multibanco ou presencialmente, no balcão do banco.

3. Estabeleça limites aos débitos diretos autorizados
Este é um procedimento que também o poderá poupar a algumas dores de cabeça. Faça sempre questão de definir limites à cobrança por débito direto. Desta forma estará a garantir que o prejuízo provocado por um eventual erro não faça muitos estragos.
Estes limites à cobrança podem ser:

  • Temporais: definir uma data-limite a partir da qual já não aceita a realização de cobranças por débito;
  • De periodicidade das cobranças: determinar que a cobrança por débito direto só pode ser realizada uma vez por semana, mês, trimestre, semestre ou ano;
  • Referentes a valores: definir o valor máximo que cada débito direto deve ter.

Importa ainda frisar que pode restringir a realização de débito direto a determinadas empresas.

4. Esteja bem ciente dos seus direitos
Um cliente informado é sempre um cliente preparado para resolver qualquer tipo de situação. Além dos seus deveres, é importa que esteja também bem ciente dos seus direitos. Fique a saber que:

  • Tem o direito de solicitar o reembolso do débito, junto do banco, nas oito semanas subsequentes ao seu pagamento;
  • Tem o direito de obter a retificação de débitos diretos não autorizados, junto do banco, até 13 meses depois do início do débito direto;
  • Tem o direito de pedir ao banco que limite as cobranças de débitos diretos;
  • Tem o direito de pedir ao banco que bloqueie a conta a todos os débitos diretos, a débitos diretos a determinadas empresas ou autorizar débitos diretos apenas de determinadas empresas;
  • Tem o direito de reclamar junto do Banco de Portugal se entender que o seu banco não agiu de forma adequada na disponibilização e execução dos débitos diretos.

 

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