Comprar carro no estrangeiro

Sabe quanto custa importar um carro?

Mobilidade

Comprar um automóvel no estrangeiro e legalizá-lo em Portugal pode trazer vantagens financeiras mas também custos. 24-03-2015

Comprar um automóvel noutro país da Europa pode trazer vantagens, no entanto, é preciso contar com todos os custos que isso implica. O que lhe parece poupar algum dinheiro na compra de um automóvel? Pode equacionar a hipótese de importar de outro país da Europa. Comprar um automóvel no estrangeiro e legalizá-lo em Portugal pode trazer algumas vantagens financeiras, nomeadamente se se tratar de um veículo em segunda mão.

Mesmo assim é um processo algo burocrático e moroso e ao preço do automóvel deve somar-se os custos inerentes ao processo, como os impostos que são devidos no país onde compra o veículo e em Portugal, onde terá de legalizá-lo para poder circular.

Existem várias situações em que a importação pode ser vantajosa. “De um ponto de vista puramente económico, no caso de veículos até três anos, com valores de CO2 reduzidos; ou no caso de veículos de gama alta, com mais anos, cuja desvalorização elevada em Portugal”, explicou Nuno Ferreira, da Importmycar, empresa que se dedica à importação de automóveis, ao Saldo Positivo.

A diversidade da oferta que existe no mercado europeu pode ser bastante atraente. “A disponibilidade é tão grande que, em certas marcas e modelos, mesmo tratando-se de veículos usados, o consumidor pode escolher cor e equipamento como se de um veículo novo se tratasse”, prosseguiu o especialista.
Pode também ser uma opção se quiser adquirir um veículo que não exista em Portugal, como por exemplo, “veículos do mercado americano ou asiático, ou também os clássicos que, apesar de poderem existir em Portugal, poderão ter um preço elevado ou não reunirem as condições pretendidas”, como exemplificou Nuno Ferreira. As motas, os pesados e as autocaravanas são também cada vez mais procurados no mercado dos importados.

 

Quanto custa a legalização?

As contas devem ser feitas antes da compra porque o custo de legalização do automóvel em Portugal pode ser desmotivador e, em alguns casos, nem sequer compensar o trabalho e procedimentos envolvidos. Há que contar com algumas despesas como impostos, taxas e emissão de documentos. Destacamos aqui algumas destas despesas:

  1. Despesas de transporte
    É importante contar com os custos da logística, associada à compra e transporte da viatura. Não estando registado em Portugal, como vai transportar a viatura? De acordo com o site da Comissão Europeia, tem três hipóteses para fazê-lo. Rebocá-lo, atrelando-o a um veículo registado e devidamente segurado, contratar uma empresa de transporte especializada ou conduzi-lo até casa. Se optar pela última hipótese, irá necessitar de um seguro válido para todos os países por onde vai circular e uma placa de matrícula provisória. Informe-se antes de tomar a decisão. A isto, terá ainda de juntar despesas de gasolina e portagens.
  2. Inspeção
    Assim que chega a Portugal, o automóvel terá de ser sujeito a uma inspeção no Centro de Inspeção Técnica de Veículos categoria B, onde irão verificar se as caraterísticas do automóvel estão em conformidade com os documentos que trouxe.
  3. Imposto Sobre o Veículo - ISV
    Uma vez chegado a Portugal terá de pagar o Imposto Sobre o Veículo (ISV). Este é um imposto pago uma única vez, que incide sobre a primeira matrícula de um veículo em Portugal. Nuno Ferreira dá o exemplo de um ligeiro de passageiros sujeitos à tabela A. Aqui “os fatores principais a ter em conta são o ano e mês da matrícula, a cilindrada, o CO2 e as emissões de partículas, no caso dos veículos a diesel. Outros fatores como os quilómetros, equipamentos e valor comercial também podem ser relevantes”. No caso de adquirir um automóvel usado, poderá ter um desconto percentual consoante a idade do veículo.