Como aplicar o meu Dinheiro?

O Banco e EU

A diretora-adjunta na Caixa Gestão de Ativos, Filipa André, fala sobre as cautelas de investimento para os aforradores. 14-01-2020

Não existe uma receita certa para investir

Numa conjuntura de taxas de juro muito baixas com as aplicações tradicionais a oferecer um retorno próximo de zero, é frequente os investidores perguntarem aos seus gestores de confiança “que alternativas tenho para aplicar o meu dinheiro?”

Desengane-se se, após a leitura integral deste artigo, espera enriquecer! Baixamos ainda mais a sua expectativa. Aqui não terá conselhos que lhe proporcionem rendibilidades muito elevadas num curto espaço de tempo e sem risco. A razão é muito simples: esta é uma receita que não existe! Sempre que lhe apresentem propostas de investimento que lhe pareçam extraordinárias, ou simplesmente superiores ao resto do mercado, desconfie!

A resposta mais adequada que deverá conduzir a retornos compatíveis com o seu perfil de investidor depende de fatores como a composição atual do seu património financeiro, o seu rendimento, a sua idade, a sua aversão ao risco e os seus objetivos de investimento.

Poupança para a reforma?

O aumento da longevidade da população e a pressão sobre os sistemas de Segurança Social confrontam-nos com reformas cada vez mais baixas, e levam-nos à necessidade de constituir uma poupança. Mais do que isso, a efetuarmos um planeamento financeiro adequado e cuidado.

A preservação e rendibilização do património para preservar o nível de vida na reforma, a procura de soluções eficientes de transferência de património para próximas gerações e a proteção contra riscos extremos exigem serviços de aconselhamento patrimonial.

Estes serviços deverão ter em conta, nomeadamente, a sua fase e estilo de vida, condição do agregado familiar e os seus objetivos concretos, em termos de compra de casa, carro, viagens de sonho, educação dos filhos, entre outros.

Princípios para construir o portfólio

Mesmo assim, é importante ter em conta princípios gerais para a construção do seu portfólio de investimentos:

  1. Diversifique: Uma das primeiras regras é “nunca colocar todos os ovos no mesmo cesto” ou seja, deveremos procurar construir uma carteira de ativos com diferentes tipos de produtos (depósitos, depósitos estruturados, seguros, fundos de investimento), diversificação por emitentes e classes de ativos (ações, obrigações, commodities, imobiliário), preferencialmente exposta a diferentes regiões e áreas de atividade.
  2. Preserve liquidez: Um dos fatores cruciais para seleção de um produto financeiro é a possibilidade de dispor do capital investido em qualquer momento. Na construção do seu património financeiro, mantenha sempre disponível determinada verba. Esta “almofada de segurança” pode ser-lhe útil em caso de emergência (desemprego, doença prolongada, entre outros). O montante pode variar mas deve apontar para, pelo menos, o equivalente a cerca de dois anos de salário.
  3. Defina o horizonte temporal: O portfólio de investimentos deve compor-se por produtos com maturidades e liquidez distintas em função dos objetivos de investimento e características pessoais. No momento de cada investimento, pergunte-se sobre o tempo (maturidade) a que quer investir e sobre o risco que está disposto a assumir. Em termos de prazos curtos de investimento, a tendência mais natural é pensar na opção menos arriscada. Ou seja, a necessidade próxima de liquidez pode obrigar a prazos mais curtos mas, atenção, esta pode revelar-se a solução menos acertada. De facto, “o tempo é amigo de rendibilidades superiores”. Se se restringir a horizontes até três anos, a possibilidade de qualquer gestor rentabilizar o seu capital fica condicionada a um conjunto de ativos de reduzido potencial. A atual conjuntura de taxas só vem agravar esta realidade. Isto significa que, uma vez garantida uma “almofada financeira”, e de fazer face a necessidades de curto prazo, importa assegurar o planeamento financeiro para horizontes temporais mais longos.
  4. Avalie os riscos envolvidos: Por muito que lhe custe, não existem ativos financeiros sem risco! A dimensão e características dos riscos associados é que pode ser diferenciada nas suas variantes (mercado, crédito, cambial, liquidez, fiscal, política e de conflito de interesses). Consciencialize-se de que para concretizar um maior retorno poderá ter de incorrer em maior risco. A multiplicidade e complexidade dos produtos exige informar-se devidamente sobre as características dos produtos e sobre os riscos do investimento. Por exemplo, se possui na sua carteira produtos de rendibilidade certa ou de capital garantido deverá informar-se sobre o risco de crédito das entidades subjacentes.

 

Qual o papel do seu gestor?

Por último, mas não menos importante, peça ajuda ao seu gestor de confiança na análise do património.
Os maiores problemas de insatisfação, por parte dos clientes, prendem-se com uma inadequação entre a solução de investimento e os seus objetivos e perfil de risco. Quanto mais informação partilhar com o seu gestor, designadamente quanto aos seus objetivos de investimento, capacidade para tolerar e suportar risco, bem como acerca da composição do seu património global (que não deve restringir-se apenas à informação detida junto desse intermediário), mais ajustado será o aconselhamento à sua realidade.

Dada a crescente complexidade dos produtos e a elevada dinâmica dos mercados financeiros, o seu gestor pode ainda considerar oportuno a presença de um Consultor de Investimentos.

Filipa André – Diretora-Adjunta na Caixa Gestão de Ativos

 

O que a Caixa pode fazer por si?

 
Perante a crescente complexidade dos produtos e a elevada dinâmica dos mercados financeiros, a Caixa Gestão de Ativos, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A., empresa do Grupo Caixa, mantém um serviço de Wealth Management que acompanha, esclarece e ajuda os seus clientes a construir as suas carteiras de maneira a diversificar os riscos e a adequar ativos às necessidades de cada cliente. Saiba Mais em Caixa Gestão de Ativos