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É já para a semana, a 12 de agosto, que Portugal vai poder assistir a um dos fenómenos astronómicos mais marcantes dos últimos anos. O eclipse será total, embora apenas numa pequena área do extremo nordeste do país, e parcial no restante território.
Como ocorrerá ao final da tarde, é essencial escolher um local com o horizonte desimpedido para oeste e utilizar proteção adequada para os olhos. Se está de férias, eis um momento para gozar com a família – sempre com os cuidados adequados que aqui explicamos.
A que horas ocorre o eclipse solar em Portugal?
Como o eclipse decorre próximo do pôr do sol, as horas exatas, a visibilidade e o momento em que o Sol desaparece no horizonte dependem da localidade. Convém confirmar previamente o mapa destes pontos de observação.
Os horários variam consoante a localização. Em Lisboa, o eclipse começa às 18h39, atinge o máximo às 19h36, com cerca de 95% do disco solar coberto, e termina às 20h30.
Em Constância, terá início por volta das 18h37 e terminará às 20h29, com uma ocultação de aproximadamente 96%. Em Bragança, começa às 18h33, atinge o máximo perto das 19h30 e termina às 20h23.
Tome Nota:
Óculos de sol comuns não protegem. Use apenas óculos de eclipse, em conformidade com norma ISO 12312-2 que os deve identificar. Rejeite-os se estiverem riscados, rasgados ou danificados.
Observar o eclipse sem óculos pode causar lesões graves
Olhar diretamente para o eclipse - sem os óculos específicos recomendados - pode causar graves danos à visão. Este risco é válido para adultos e crianças – mesmo que o façam durante poucos segundos ou quando o sol estiver quase coberto. A lesão pode até nem não causar dor imediata, mas tem riscos de lesão na retina, provocar visão desfocada, manchas escuras, distorção das imagens ou perda permanente de visão. As crianças devem ser sempre acompanhadas por um adulto.
Onde será possível ver o eclipse total?
Em Portugal, a totalidade estará limitada a uma pequena zona do Parque Natural de Montesinho, onde o Sol poderá ficar completamente coberto durante escassos segundos.
Estão previstos pontos de observação organizada. Por exemplo, no Aeródromo de Bragança, onde o eclipse será visível com maior exuberância.
No restante território continental, o eclipse será parcial, mas muito expressivo. Entre os locais anunciados para observações acompanhadas encontram-se Bragança, Constância, Estremoz, Cardosas, perto de Arruda dos Vinhos, e a Praia do Barril, em Tavira. Nos Açores, a ocultação deverá situar-se entre 74% e 77%. Pode sempre recorrer aos Centros de Ciência Viva para obter mais detalhes sobre pontos de observação acompanhada.
Mais importante do que percorrer muitos quilómetros é escolher um espaço seguro, sem edifícios, árvores ou montanhas a tapar o horizonte a oeste. Miradouros, zonas costeiras e campos abertos podem oferecer boas condições, desde que o acesso e a permanência sejam permitidos.
Tome Nota:
O eclipse total de 12 de agosto será igualmente visível em Espanha; no norte da Rússia e Gronelândia e na Islândia.
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Como observar o eclipse solar em segurança?
Nunca olhe diretamente para o Sol sem proteção adequada, mesmo quando quase todo o disco solar parecer coberto. Os óculos de sol comuns, por mais escuros que sejam, não protegem os olhos da radiação solar intensa.
Use apenas óculos próprios para eclipses ou visores solares que cumpram a norma internacional ISO 12312-2. Antes da utilização, confirme se as lentes apresentam riscos, furos, rasgões ou outros danos. As crianças devem ser sempre acompanhadas por um adulto.
Coloque os óculos antes de olhar para o Sol e desvie primeiro o olhar antes de os retirar. Fora da pequena faixa de totalidade, a proteção deve ser mantida durante toda a observação.
Também não deve olhar para o Sol através de binóculos, telescópios, câmaras ou telemóveis com lentes adicionais enquanto usa óculos de eclipse.
Tome Nota:
O último eclipse total do Sol em Portugal aconteceu há mais de 100 anos, em 1912. O próximo ocorrerá apenas em 2144. A sua raridade e excecionalidade são portanto assinaláveis.
É possível ver o eclipse sem óculos?
Sim, mas apenas por observação indireta. Um projetor de orifício permite projetar a imagem do Sol numa superfície e manter os olhos afastados da luz direta. O observador deve ficar de costas para o Sol e olhar somente para a imagem projetada, nunca através do orifício.
Outra alternativa segura é participar numa sessão promovida por um observatório, planetário ou Centro Ciência Viva, onde podem existir telescópios devidamente filtrados e acompanhamento especializado.
Tome Nota:
Os óculos devem respeitar a norma internacional ISO 12312-2. Não podem estar riscados ou danificados. Pode usá-los por mais dez anos desde que se encontrem em boas condições. Mas atenção, nada de usar estes filtros solares com instrumentos óticos como camaras fotográficas, telescópios ou binóculos.
Onde comprar óculos para ver o eclipse?
Os núcleos de Ciência Viva podem garantir a fiabilidade destes equipamentos mas, ao que parece, estão esgotados. Pode encontrar opções fiáveis e seguras em farmácia e óticas.
Antes de comprar, confirme se o produto identifica claramente o fabricante, inclui instruções de utilização e refere a conformidade com a norma ISO 12312-2. Desconfie de produtos sem embalagem, instruções ou identificação de origem.
Algumas ações da rede Ciência Viva disponibilizam ou distribuem óculos aos participantes. Como várias atividades exigem inscrição ou têm lotação limitada, consulte antecipadamente o mapa oficial do programa. Comprar cedo também ajuda a evitar preços inflacionados, ruturas de stock e vendedores pouco fiáveis.
O que levar para observar o eclipse?
Além dos óculos certificados, leve água, chapéu, protetor solar e roupa adequada ao calor. Chegue cedo para evitar trânsito e verifique se o local dispõe de estacionamento e acessos seguros. Nada de deixar lixo ou estacionar em zonas proibidas. Respeite áreas protegidas.
Observe também a previsão meteorológica e tenha um local alternativo. Um plano simples e económico pode fazer a diferença entre passar o final da tarde preso no trânsito ou assistir ao eclipse com segurança.
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A informação deste artigo não constitui qualquer recomendação, nem dispensa a consulta necessária de entidades oficiais e legais.
