Regras para reabertura dos infantários

Casa e Família

Os infantários abrem portas mas, sapatos e brinquedos ficam cá fora. As regras visam evitar o contágio, mantendo a boa pedagogia. 13-05-2020

A abertura dos infantários - para crianças até aos 3 anos de idade - acontece já a 18 de maio. A Direção Geral de Saúde (DGS) anunciou um conjunto de regras para pais, colaboradores e até para as próprias crianças. Saiba quais.

A DGS anunciou um conjunto de regras que visam orientar o regresso à atividade dos infantários e creches depois de um fecho que já dura há quase dois meses.

De acordo com os responsáveis o seu objetivo foi proporcionar um ambiente de acolhimento aos bebes e crianças sem coartar as suas brincadeiras e convívio. De acordo com a orientação nº 025/2020 de 13 de maio, as normas devem ser cumpridas quer pelos encarregados de Educação quer pela gestão e colaboradores.

Os pequenitos, com mais ou menos regras, regressam aos seus espaços de brincadeira e crescimento, depois de longas semanas em casa, com os pais.

 

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O que cabe aos infantários?

Paralelemente a um plano de testes que está neste momento a decorrer junto da rede pré-escolar, cada escola deve determinar e atualizar um plano de contingência com regras e capacidade de resposta adequada para prevenir o contágio, esclarecer os pais e os empregados - dando-lhes formação adequada para lidar com o novo contexto -, assim como lidar com algum caso confirmado.

A lista de orientações continua com a higienização e desinfeção dos espaços, brinquedos e todos os restantes materiais em utilização pelos empregados e pelas crianças, e que deve seguir a informação inscrita no documento oficial, orientação 014/2020 da DGS.

Na orientação de 13 de maio, destacam-se ainda as normas de distanciamento, nomeadamente nos períodos da sesta e das refeições (pelo menos com metro e meio de distanciamento), assim como a necessidade de permanente arejamento dos espaços que, sem pôr em causa a  segurança das crianças, deve manter janelas abertas.

A lotação máxima de crianças por sala deve favorecer este distanciamento, sendo que cada uma delas deve ter uma responsável fixa. A lógica é que cada sala acolha um grupo de criança; uma responsável, sendo o mais estanques e autónomas possível entre si. A ocupação de catres, colchões, espreguiçadeiras, mesas e cadeiras deve ser fixa a cada criança, sem risco de partilhas.

Inclusive, para evitar o cruzamento entre pessoas, esta orientação “estabelece a definição de horários de entrada e de saída desfasados e a definição de circuitos de entrada e saída da sala de atividades para cada grupo”.

Cada sala deve ter ainda materiais de proteção, como gel desinfetante, e funcionar regras mais apertadas de higienização das mãos.

 

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Se tem crianças em idade pré-escolar…

Enquanto as crianças até aos 3 anos de idade podem regressar às suas creches a 18 de maio, a rede pré-escolar reabre portas a partir de 1 de junho. O Governo já prometeu que os pais de crianças até aos 3 anos que prefiram aguardar mais um pouco para o regresso dos filhos aos infantários, podem manter o apoio financeiro familiar (atribuído na sequência do encerramento das creches) até ao final deste mês.

 

O que cabe aos pais?

Os brinquedos de casa não podem ser transportados para os infantários e creches, e os sapatos de uso na rua ou em casa também não devem ser usados. A exigência é que tanto crianças como pais – que por regra não devem poder aceder às salas de trabalho dos filhos – devem ter sapatos de uso exclusivo no recinto escolar.

Cabe-lhes ainda cumprir as regras e fluxo e circulação impostas nos espaços a quem cofiam os seus filhos.

Os pais têm, neste período de regresso aos infantários, uma incumbência clara de reintegração dos seus filhos assim como da sua readaptação às novas rotinas. Nos primeiros dias desse regresso aconselham-se períodos de adaptação gradual. Assim como acontece do início de cada período letivo.

 

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O que cabe aos empregados?

 

Além da atitude de acrescida responsabilidade no cumprimento das regras determinadas pela DGS, por exemplo a dos cuidados de higienização, devem seguir preceitos específicos. Ter um calçado exclusivo para o seu local de trabalho é um deles.

Os colaboradores devem estar sempre na posse de uma máscara de proteção e por isso é importante que os pais possam ter o cuidado antecipado de ir habituado os seus filhos a essa nova realidade. As crianças, contudo, nunca as devem usar.

Aos empregados caberá seguramente um papel essencial na salvaguarda das boas práticas que aqui são determinadas pela DGS, nomeadamente as regras de distanciamento entre crianças, cujas atividades devem ser organizadas em pequenos núcleos.

 

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