O que é que o leva a optar por viajar em auto-estrada quando o pode fazer por vias alternativas? Quais os fatores que o levam a considerar que pagar portagens compensa?
Quando optamos por viajar em auto-estrada sabemos que teremos de pagar portagens e, regra geral, estamos dispostos a fazê-lo se isso implicar poupar algum tempo na viagem, poupar no consumo de combustível e até no desgaste do carro. Isto além da promessa de níveis de segurança acrescidos.
Interessados em perceber se pagar portagens compensa efetivamente - até porque o valor de uma viagem de carro não se resume ao consumo de combustível ou ao preço da portagem - fomos à procura de informação que nos ajudassem a retirar algumas conclusões sobre o assunto e identificamos alguns critérios que devem ser avaliados pelos condutores antes de decidir o itinerário a seguir.
Regra geral, a mobilidade eficiente e segura é um fator fundamental no momento de escolher viajar em autoestrada.
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Pagar portagens compensa?
Viajar em auto-estradas vs viajar em vias alternativas
Por norma, antes de decidirmos qual o itinerário a seguir numa viagem de automóvel, calculamos o custo da viagem, ou melhor, calculamos o preço das portagens e o consumo de combustível.
Porém, neste cálculo, há outros fatores a ter em consideração, nomeadamente o desgaste do automóvel, a distância a percorrer, o tempo de viagem, as condições das estradas. Apesar de estes fatores não se traduzirem em dinheiro que nos sai da carteira no imediato, continuam a ser preponderantes para determinar o custo global da viagem.
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Como fazer o cálculo das respetivas ponderações?
Custos a considerar:
- Preço das portagens
- Consumo de combustível
- Desgaste do veículo (que está relacionado com todos os outros consumíveis, nomeadamente óleos, pneus, travões, entre outros, e que representam um custo não só nas idas às oficinas, mas também na depreciação do veículo).
Como calcular:
Optámos por apresentar um exemplo representativo para os cálculos que aqui descrevemos. Importa sublinhar que há um valor médio atribuído ao desgaste do veículo, igual a 4,10€ por cada 100 km.
Vamos imaginar que vai fazer uma viagem de carro (classe 1) com partida do Porto em direção a Lisboa. Se optar por seguir pela A1 os fatores a ponderar e os custos da viagem serão os seguintes (recorremos ao simulador do ViaMichelin).
Exemplo de cálculo de viagem
Itinerário 1
Distância: 315 km;
Tempo de viagem: 3 horas e 20 minutos (respeitando os limites máximos permitidos por lei); Consumo de combustível (num carro a diesel): 28,50€ (considerar o preço por litro do gasóleo a 1,47€, conforme dados publicados pela Direção Geral de Energia e Geologia); Portagens: 22,50€;
Desgaste do veículo (4,10 € por cada 100 km).
Fazendo as contas, o custo total da viagem na A1 rondaria os 63€.
Itinerário 2
Para o mesmo percurso, vamos supor que escolheria o itinerário da IC1 (com passagem na A17 e A8). Os valores seriam os seguintes:
Distância: 323 km;
Tempo de viagem: 3 horas e 40 minutos (respeitando os limites máximos permitidos por lei); Consumo de combustível (num carro a diesel): 30,73€ (considerar o preço por litro do gasóleo a 1,47€);
Portagens: 24,05€;
Desgaste do veículo (4,10 € por cada 100 km).
Fazendo as contas, o custo total da viagem no IC1 rondaria os 68€.
Itinerário 3
Via IC2, os fatores a considerar seriam:
Distância: 398 km;
Tempo de viagem: 7 horas e 26 minutos (respeitando os limites máximos permitidos por lei); Consumo de combustível (num carro a diesel): 76,23€ (considerar o preço por litro do gasóleo a 1,47€);
Desgaste do veículo (4,10 € por cada 100 km).
Fazendo as costas, o custo total da viagem no IC2 rondaria os 93€.
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Analisando os valores apresentados, facilmente concluímos que, em relação aos percursos alternativos, há vantagens em viajar em auto-estrada. A circulação em auto-estrada, mesmo com a cobrança de portagens, permite uma poupança no custo e no tempo da viagem.
Além disso, importa não esquecer a segurança na circulação, proporcionada, por exemplo, pela manutenção regular dos pavimentos, pela gestão do tráfego, pelo facto de ser prestada informação aos condutores em tempo real.
Claramente, é preciso considerar caso a caso, os percursos a serem feitos, a frequência, as condições dos trechos e as condições do trânsito das estradas. No entanto, pode ter estes cálculos como parâmetro para tomar uma decisão mais acertada.Consulte ainda o Estudo As Vantagens de Viajar em Auto-estrada (2013).
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