Quais as tendências de mercado para 2020 - Parte I

Negócios

Sabe posicionar-se face às alterações de contexto? Antevê-las pode determinar o êxito da gestão da sua empresa. 04-02-2020

O fator tecnológico é determinante para 2020 e para as oportunidades que deixa em aberto. Na última década, a digitalização tem vindo a ser um dos grandes mentores de transformação económica, empresarial e das sociedades em geral.

Numa era em que a informação se encontra democratizada, independentemente de escala e área de atuação, todos passam a ter o poder de contestar, reclamar e decidir sobre “as melhores cartas de cada baralho”, também a sua empresa é chamada à responsabilidade – a de responder aos novos desafios do consumo. Ou seja do seu cliente.

O comportamento dos consumidores modifica a grande ritmo e ao mesmo ritmo assume cada vez maior protagonismo nas decisões de negócio. É fundamental conhecê-lo mas não só.

Há que ter capacidade de adaptação e agilidade na resposta às suas necessidades. Para o ajudar exploramos as sete grandes tendências de negócios para 2020 e as formas como estas podem afetar o seu negócio e a sua empresa. Estas tendências ser-lhe-ão explicadas ao longo de dois artigos.

As tendências apresentadas em ambos os artigos foram identificadas na Fjord Trends 2020, do Grupo Accenture. Neste primeiro artigo, vamos apresentá-las de uma forma geral e aprofundar as primeiras três.

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As tendências do mercado para 2020

A meta-tendência para 2020 é o regresso ao básico. A procura de valor naquilo que fazemos, no que consumimos e nas decisões governamentais como forma de reavaliar o nosso propósito e a nossa função no mundo. Tendências já iniciadas em 2019, como a procura da sustentabilidade, continuam fortes em 2020.

A tecnologia mantém o foco na forma como lidamos com o dinheiro. Das moedas digitais às carteiras digitais, passando pela forte concorrência das fintechs à banca tradicional, assistimos a uma revolução no conceito de dinheiro e de transações monetárias.

Assim, as sete grandes tendências de mercado para 2020 são:

  1. As muitas faces do crescimento
  2. Os novos significados do dinheiro
  3. Os códigos de barra humanos
  4. Liquid people
  5. O design da inteligência
  6. Os duplicados digitais
  7. Um design centrado na vida    

 

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As muitas faces do crescimento

Como avalia o crescimento da sua empresa? Regra geral, os empresários e CEO usam indicadores financeiros para avaliar o desempenho e crescimento da empresa. Ou seja, quanto maior o lucro, maior o crescimento. O que 2020 nos traz é uma nova forma de avaliar o crescimento das empresas.

Obviamente que o bem-estar económico da sua empresa e o nível de faturação continuam a ser fatores relevantes mas, existem outros indicadores de crescimento das empresas. Os stakeholders, nomeadamente os investidores e os consumidores, estão mais exigentes e esperam que as empresas tenham um papel ativo nas esferas social, política e ambiental.

As pequenas e médias empresas têm um papel importantíssimo para a economia do país e, mais especificamente, para as localidades em que se inserem. São responsáveis não só pela criação de riqueza, mas também por ter um papel ativo na comunidade local. Em 2020, faça uma reflexão sobre os indicadores da sua empresa que vão para lá dos resultados financeiros. Além do lucro, onde mais pode a sua empresa ter um papel representativo?

 

As empresas podem contribuir para a comunidade local através:

  • Da geração de empregos;
  • Da adoção de práticas mais sustentáveis;
  • Da disponibilização de funcionários para voluntariado;
  • Da parceria com outras empresas locais.

 

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Novos significados do dinheiro

Nas últimas décadas, o dinheiro (e a sua relação connosco) tem vindo a alterar-se. Se, antigamente, as visitas ao banco eram frequentes (muitas vezes para depositar e levantar dinheiro), hoje em dia, com as Apps e os sistemas de homebanking, os meios físicos são cada vez menos necessários.

Empresas como a Revolut e a N26 e a introdução dos gigantes tecnológicos (como a Google Pay e a Apple Pay) na indústria da moeda digital vieram introduzir ainda mais mudanças na forma como gerimos o nosso dinheiro. A crescente digitalização da moeda vem facilitar as transações por parte de comerciantes e consumidores e esbate ainda mais as fronteiras entre países.

Esta tendência apresenta um grande potencial para os comerciantes, que veem assim a disponibilização de vários canais de pagamento como uma prioridade no negócio. Em 2018, os portugueses fizeram 70,5% dos pagamentos com cartão, sendo dos países europeus que mais utiliza este meio para pagamentos. Outros sistemas de pagamento, como o MB Way, têm também vindo a registar cada vez mais transações.

Se ainda não o fez, neste novo ano a prioridade é proporcionar uma forma mais fácil e rápida de realizar pagamentos, no seu negócio. É essencial que tenha em conta o seu público-alvo ao definir quais os meios de pagamento disponíveis (as gerações mais antigas poderão apresentar maior resistência à transição dos meios tradicionais para os meios modernos) e garantir, sempre, a segurança das transações, especialmente online.

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Códigos de barras humanos

Atualmente, a nossa pegada digital (aquilo que fazemos online) já é usada para identificar padrões de consumo e personalizar a nossa experiência com as marcas. Para 2020, tecnologias emergentes como a utilização de dados biométricos online (como, por exemplo a impressão digital para desbloquear o smartphone e aceder a determinadas apps) e a tecnologia 5G vêm abrir novas portas a esta personalização. Todo este potencial mudará não só as nossas experiências, mas também criará produtos e serviços diretamente relacionados com o nosso comportamento digital.

Esta tendência não se resume às empresas e aos negócios. A Índia está a construir uma das maiores bases de dados de reconhecimento facial que poderá não só servir para uma identificação mais célere dos cidadãos, mas também para identificar e recuperar crianças desaparecidas.

A esta tendência, surge associada uma maior sensibilização e preocupação relativamente à segurança dos dados pessoais. As empresas que utilizem dados biométricos e outros dados pessoais para ações de marketing e outros fins devem ter especial atenção com a segurança desses dados. Não se trata apenas de cumprir normas como a da Lei Geral da Proteção de Dados, mas também garantir que os consumidores são informados sobre que dados pessoais a empresa recolhe, de que forma são recolhidos e como serão utilizados. Permitir aos consumidores decidir quando, como e que marcas os podem contactar e usar a sua informação pessoal é um imperativo para 2020.

 

3 formas de personalizar as experiências dos clientes:

Tome Nota:

  • Usar um sistema de CRM (Customer Relationship Management);
  • Segmentar as mensagens em função das audiências;
  • Usar sistemas de Inteligência Artificial para conhecer melhor o cliente.    

O que a Caixa pode fazer por si?

 
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