Voltar a comer fora? Saiba das cautelas.

Casa e Família

Pastelarias e restaurantes reabrem portas com um roteiro exigente de regras. Cabe-lhe a si estar atento ao seu cumprimento. 19-05-2020

Se está ansioso por regressar ao seu restaurante preferido, depois de todo este tempo sem o frequentar, saiba que restauração é dos setores com maior escrutínio e regras. Isto dar-lhe-á alguma tranquilidade. Mesmo assim, cabe-lhe a si estar atento. Damos algumas sugestões a clientes assim como aos gerentes da restauração.

Voltar a comer fora pode passar a oferecer uma experiência diferente, como diferente passou a ser grande parte da nossa vida - na sequência da pandemia Covid-19.

Entre clientes e restaurantes, abrir portas e reiniciar atividade passa por um processo de igual reconquista da confiança. E esta confiança é uma responsabilidade que cabe a todos.

Os restaurantes querem ultrapassar esta fase de maior dificuldade. Isso apenas se consegue, de maneira sustentável, com a visita regular dos clientes que, por sua vez, precisam de confiança nas condições oferecidas pelos restaurantes onde antes iam e onde querem regressar. 

 

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A exigência é de todos

No início de maio, a secretária-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) Ana Jacinto antecipava um cenário de algumas mudanças para o sector.

Em declarações ao jornal Expresso, no início de maio, a responsável sublinhava algumas dessas mudanças. “A restauração e a hotelaria pratica, há muitos anos, regras de segurança alimentar e de higiene muito apertadas e o que estamos a fazer na proposta de guia é uma intensificação dessas regras", sublinhava.

Na sua circular publicada a 8 de maio, a Direção Geral de Saúde (DGS) emanou um conjunto de orientações que tanto espaços de restauração, como clientes devem exigir ver cumpridas.

 

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E para os clientes? 

Regressar pode ser um primeiro passo que, muitos clientes, em maior ou menor volume, podem dar mas, não basta regressar uma vez. É preciso que haja uma recuperação do hábito. Isto para que os restaurantes possam voltar aos seus níveis antigos de laboração.

A palavra-chave, mais uma vez, é confiança. Cabe-lhe a si como cliente, oferecê-la e recebê-la em cada visita. Além de todos os cuidados que já leva a cabo em espaços públicos, deve ter redobrada atenção em alertar para o incumprimento das regras. 

Depois, cautela. Procure estar esclarecido sobre a incidência de casos na sua zona de residência, cuja progressão, em Portugal, tem vindo a diminuir (à data deste artigo).

Uma vez escolhido o restaurante, tente um lugar na esplanada. Esteja atento aos detalhes e muito importante, os restaurantes por si visitados devem ter uma configuração efetivamente diferente daquela que conhecia. Se assim não for, ou pelo menos, aparentar não ser, é fundamental perceber o motivo. Ou escolher uma opção diferente.

Vale aqui ainda a pena recuperar os bons hábitos gerais de partilha de espaços públicos. Por exemplo, o de, ao mínimo sinal de doença, permanecer antes em casa; a higienização das mãos, à entrada e saída; o distanciamento de 2 metros do seu próximo; o escrupuloso cumprimento das regras de cada espaço; as regras de etiqueta respiratória; o uso de máscara de proteção; o pagamento com tecnologia contactless.

 

 

Siga algumas sugestões:

  • Esteja atento aos detalhes;
  • Confirme as mudanças efetivas do restaurante;
  • Prefira as esplanadas;
  • Exija o cumprimento das regras.

 

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Tenho um restaurante: o que fazer

Desde logo, os restaurantes reduziram para metade a sua lotação. Uma regra que resultará no decréscimo proporcional do negócio mas que pode ser revista. Isto, em função da avaliação que se fizer desta primeira etapa da reabertura.

É importante por isso que o momento seja aproveitado como uma oportunidade, não só para regressar ao trabalho mas, como uma via para recuperar a confiança de que se precisa junto de cada cliente. É que a diminuição de clientes traz este desafio adicional de os fidelizar - com maior esforço e ainda com maior competência.

É importante enfrentar esta reconquista de confiança como um fator essencial de diferenciação no negócio -  sobretudo neste ramo específico da restauração.

As orientações da DGS são muito precisas e obrigam igualmente a investimentos de adaptação. Mais uma vez, a importância destes investimentos é que podem fazer uma diferença substancial na continuidade dos projetos. Este incremento é por isso critico, porque daqui depende a confiança que se conseguirá inspirar aos clientes.

 

O QUE A CAIXA PODE FAZER POR SI?

Caso seja proprietário de um restaurante, saiba que a CGD tem soluções que o podem ajudar a converter o negócio e a adaptar-se às novas regras de trabalho.

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