segurança dos cartões bancários

Como evitar que o seu cartão seja clonado

O Banco e Eu

A segurança dos seus cartões bancários depende muito de si. Conheça os cuidados a ter para que o seu cartão não seja clonado. 13-03-2020

A clonagem de cartões bancários pode ser evitada, ou pelo menos dificultada. Saiba quais os cuidados a ter para evitar que o seu cartão seja clonado e o que deve fazer caso detete algum movimento suspeito na sua conta.

A clonagem de cartões é um crime que envolve alguns conhecimentos tecnológicos e que pode não ser imediatamente percebido pela vítima.

Através da utilização de um dispositivo colocado nas caixas multibanco ou nos terminais de pagamento, as informações do cartão são copiadas.

A partir daí, já com acesso ao PIN e ao número de cartão, é feita uma cópia dessa informação. Dados a usar em operações bancárias ilícitas que, se não forem detetadas a tempo, e imediatamente comunicadas, podem, no limite, levar à rutura da sua conta bancária.

As notícias sobre a clonagem de cartões são frequentes. No início de 2020, uma nova vaga de clonagem de cartões terá afetado cerca de 20 mil pessoas em Portugal.

Os bancos estão atentos e, muitas vezes, são as próprias entidades bancárias a alertar os clientes de comportamentos pouco frequentes e que podem indicar que o cartão foi clonado.

As medidas de segurança relativas aos ATM e aos terminais de pagamento automático também são regularmente reforçadas, mas os utilizadores de cartões são uma parte fundamental para ajudar a travar este tipo de crime.

 

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Cuidados a ter para que o seu cartão não seja clonado

Zelar pela segurança do seu cartão é, acima de tudo, um dever que assumiu quando subscreveu o serviço. Entre os deveres dos titulares dos cartões bancários estão, não só tomar todas as medidas razoáveis para a segurança do cartão e códigos de acesso, mas também a comunicação em caso de extravio, roubo, furto, apropriação abusiva ou qualquer utilização não autorizada.

Cuidados com os códigos

Por isso, o primeiro cuidado a ter, logo que recebe o cartão, é destruir o PIN.
Caso tenha medo de se esquecer, pode, por exemplo, memorizá-lo como um número de telemóvel na sua agenda telefónica, mas acrescentando sempre alguns algarismos, para que se pareça com um número real.

Se quiser guardar o envelope com o PIN escolha um local seguro, que nunca poderá ser junto ao próprio cartão.

O código nunca deve ser revelado a terceiros, nem inserido em mensagens ou links enviados por e-mail. Telefonemas em que lhe são pedidos os dados relativos ao seu cartão são certamente uma tentativa de fraude.

Não ceda essas informações a terceiros e contacte o seu Banco para que este possa tomar as medidas necessárias.

 

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Caixas multibanco e TPA

A utilização do cartão bancário é um gesto tão rotineiro que, muitas vezes, o fazemos enquanto falamos ao telefone ou conversamos com alguém, não prestando muita atenção aos equipamentos ou ao que se passa à nossa volta.

Um dos cuidados a ter para que o seu cartão não seja clonado é ver se a caixa multibanco ou o terminal de pagamento têm um aspeto normal ou se estão danificados. Esteja atento sobretudo à ranhura onde insere o cartão.

É justamente neste ponto que são colocados os dispositivos que fazem a clonagem. Por isso, se achar que algo não está bem, procure outro local ou encontre outra forma de pagar.

Se inserir o cartão e este ficar retido, pode estar a ser vítima de uma tentativa de fraude. Um dos métodos para clonagem é manipular o equipamento para que este impeça a saída do cartão, que será depois recolhido para utilização indevida.

Caso desconfie que pode ser esse o caso, não aceite a ajuda de desconhecidos e comunique imediatamente ao seu Banco.

Tome Nota:

Uma dica passa por evitar as caixas multibanco que estão na rua e preferir, por exemplo, as que estão no interior das agências ou em locais mais movimentados e seguros, como centros comerciais.

 

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Ao usar o cartão

Outra das técnicas usadas para clonar cartões é levá-los para longe da vista do cliente, para que os dados sejam copiados.

Quando estiver a pagar, não perca o cartão de vista. Confirme sempre que o valor no ecrã corresponde ao que vai pagar e exija os recibos de todas as transações efetuadas.

O seu cartão também não deve ser deixado em casacos ou malas que estejam em locais públicos sem vigilância.

Se usar o multibanco, nunca deixe os talões na máquina ou abandonados junto ao terminal. Rasgue-os e repita este procedimento com todos os documentos que tenham informações relacionadas com as suas contas bancárias.

Acompanhe regularmente a atividade da sua conta e analise todos os recibos e extratos. Se detetar algum movimento suspeito, deve entrar imediatamente em contacto com o seu Banco.

 

Tome Nota:

Destrua todos os documentos que possam ter informação sobre a sua conta bancária e sobre os seus movimentos, nomeadamente os talões do multibanco.

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Cartões inutilizados

Se o seu cartão está bloqueado, estragado ou fora de validade, não o guarde em casa ou na carteira. Corte-o em vários pedaços, inutilizando completamente a banda magnética ou o chip. Não coloque todos os pedaços no mesmo local. Por exemplo, deite uns no lixo em casa, outros no emprego ou noutros locais.

Transações online

Mantêm-se as recomendações quanto ao perigo de ceder os seus dados bancários a terceiros. Utilize páginas seguras (com a indicação https: e o símbolo de um cadeado), não abra links suspeitos, mantenha os seus dispositivos eletrónicos protegidos com um antivírus e informe-se sobre a fiabilidade dos sites onde pretende fazer compras.
Use alternativas que possa dar-lhe maior controlo sobre os seus pagamentos – nomeadamente com o recurso a cartões pré-pagos.

A Banca tem alternativas que o podem ajudar nesta escolha, como acontece com CGD.

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O que fazer se o seu cartão foi clonado 

Se o seu cartão foi roubado, perdido ou extraviado, deve entrar imediatamente em contacto com o seu Banco, para que sejam tomadas as medidas necessárias e se proceda ao cancelamento.

É importante ter consigo o número de cartão, que pode encontrar no contrato de adesão ou nos extratos bancários.

Este contacto praticamente imediato é importante por duas razões. Por um lado, evita que sejam realizadas mais operações fraudulentas com recurso ao seu cartão.

Por outro lado, porque, depois de ter alertado o seu Banco, não pode ser responsabilizado pelas operações que venham a ser realizadas de forma fraudulenta.

Se o cartão já tiver sido usado, e se não tiver existido, da sua parte, negligência ou incumprimento das suas obrigações, só terá de suportar as perdas dentro do limite do saldo disponível ou da linha de crédito associada à conta ou ao cartão, até ao máximo de 50 euros.

No entanto, se não respeitar as condições de utilização do cartão ou se não comunicar o seu extravio ou utilização fraudulenta, terá de pagar todos os valores das operações de pagamento não autorizadas. 

O QUE A CAIXA PODE FAZER POR SI?

Caso seja cliente da Caixa, saiba que pode aceder a um conjunto de conselhos para sua orientação em caso de perda, extravio ou fraude com o seu cartão. A Caixa pode ajudá-lo em todas as situações de emergência que ocorram no uso dos seus cartões. 

Saiba tudo AQUI.

 

Esclareça a suas dúvidas sobre este tema no Portal do Banco de Portugale ainda na sua página de alertas sobre fraude com cartões.

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