Produzir energia elétrica em casa: como, quando e porquê?

Sustentabilidade

Existem novidades no enquadramento para a produção de energia elétrica em casa. Veja como tirar proveito do potencial da auto-geração. 25-03-2020

A fatura da energia pode ocupar uma boa parte do orçamento familiar, especialmente no inverno. O aquecimento da casa e da água dos banhos, as luzes que são acesas mais cedo… Todos os fatores pesam na hora de fazer contas ao consumo.

Produzir energia elétrica em casa é uma alternativa ecológica e económica que está a tornar-se tendência. Saiba por onde começar.

No início deste ano, entrou em vigor o novo regime jurídico para a produção de energias renováveis para autoconsumo. Recolhemos as principais informações sobre as mudanças na legislação, o que é necessário para produzir energia elétrica para autoconsumo e qual o seu potencial de poupança.

 

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Quais os requisitos para produzir energia elétrica em casa?

 

Para que possa produzir a sua própria energia, precisa de instalar Unidades de Produção de Autoconsumo (UPAC). Estas unidades podem ser de apenas um painel solar ou dezenas de painéis. Geralmente basta um painel para produzir energia suficiente para suprimir as necessidades habituais de uma família. Não há limite para o número de painéis a instalar.

É ainda necessário ligar a UPAC a um ponto de consumo e a um contador. Embora seja possível instalar baterias de armazenamento de eletricidade e tornar a casa energeticamente independente, mesmo em períodos de menor exposição solar, esta solução pode continuar a obrigá-lo a ter necessidades pontuais de consumo da rede energética tradicional. Ainda assim, com uma redução significativa da fatura de eletricidade.

A habitação deve apresentar uma correta orientação solar. A avaliação das condições de instalação e a delineação de um perfil de consumo (para determinação do número de painéis) devem ser feitas por uma empresa certificada. No momento da instalação, peça ao fornecedor uma breve explicação sobre procedimentos de manutenção, manuais e certificados de garantia dos painéis.

 

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O que mudou na legislação de produção para autoconsumo?

 

A grande novidade do novo diploma é o alargamento da produção para autoconsumo a nível coletivo, para comunidades de energia renovável (CER). Até à data, o regime jurídico de autoconsumo estava reservado ao consumo individual. A partir de agora, quem produzir energia solar também pode, por exemplo, partilhá-la com o restante condomínio.

O novo regime permite assim que os consumidores se agrupem (autoconsumo coletivo) e partilhem a unidade de produção. Além disto, estas comunidades de energia passam a poder criar entidades jurídicas com vista à produção, consumo, partilha, armazenamento e venda de energia renovável. Para as CER, é necessário instalar um contador que comunique em tempo real os dados de produção e consumo.

Outra alteração significativa é a de que, a partir de 1 de janeiro de 2020, todos os produtores de energia tenha que fazer uma comunicação prévia antes da instalação dos equipamentos. Até final de 2019, apenas quem instalasse painéis com potência superior a 350 watts estava obrigado ao registo.

A comunicação pode ser feita através do registo no website da Direção Geral de Energia e Geologia.

O novo regime determina ainda que as famílias com excedente energético, e não consumido, possam vendê-lo. O preço de venda é livremente fixado entre os pequenos produtores e os comercializadores que contratem a compra da energia.

 

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Quais os custos de instalação e o potencial de poupança?

 

Tomemos o exemplo de uma família de quatro pessoas com uma potência contratada de 4.6 kVa (o suficiente para alimentar, simultaneamente, um frigorífico, uma máquina de lavar, um aparelho de aquecimento, duas televisões e um computador). Esta família tem, atualmente, um custo mensal de 50€ em energia.

Uma vez que, habitualmente, a família saí cedo de casa e só regressa por volta das 18h, basta um painel fotovoltaico para produzir energia suficiente para consumo próprio no dia-a-dia. Com um investimento aproximado de 700€, a instalação de um painel fotovoltaico pode significar uma poupança de 78€ a 104€ por ano.

Na realidade, esta família necessitará de cerca de 7 anos para recuperar o investimento na instalação dos painéis.

 

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São enquadráveis nas candidaturas registadas no Portal Casa Eficiente 2020 e incluem alternativas de crédito para utilização de energias renováveis, para eficiência energética, entre outras finalidades.

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